Vinte e dois de maio de dois mil e dezasseis

Depois de recomposto do turbilhão de emoções do passado dia 22 de Maio, posso, finalmente descrever o que me vai na alma… Estávamos pelo segundo ano consecutivo no jogo mais importante da prova rainha do futebol Português e o dia prometia ser festa com o parque Sul do vale do Jamor pintado de vermelho e branco. Estivemos longe de ser perfeitos, fomos eficazes e aos 60 minutos vencíamos por 2-0… A vitória estava lá, tão perto!

Por mérito do adversário, ou nosso demérito, o empate aconteceu aos 90minutos, tal como no ano anterior… Naquele momento, todos aqueles fantasmas do passado encheram-me o pensamento… Foi duro demais reviver todos aqueles momentos… E nós, não merecíamos! Por momentos, perdi a confiança que podíamos ganhar, não por não acreditar no valor, no talento, na qualidade dos comandados de Paulo Fonseca… Mas, por não conseguir esquecer a final de 31 de Maio de 2015!

Depois de 30 minutos extra de futebol e, mais uma vez, os penáltis iriam ditar o vencedor. De repente, quando Herrera falha o penálti, algo me disse que seria possível… Que poderíamos, finalmente, vencer!

Os nossos Gverreiros não tremeram na adversidade e o nosso guara-redes Marafona foi o espelho desta alma imensa que nos caracteriza! A segunda brilhante parada ao remate de Maxi, significava que estávamos a um pequeno passo do concretizar de um sonho…

Goiano tornou-se no David que acordou o monstro adormecido!

Aquela explosão de alegria quando se vê a bola do fundo da baliza adversária é, simplesmente, indescritível… Finalmente, tínhamos vencido!

Aos momentos que seguiram, jamais existirão palavras para os descrever… Aquele libertar de todas as emoções acumuladas, foi um momento único…Guardarei na memória aquela felicidade daquela curva vermelha fantástica que saltou, vibrou, gritou e chorou de alegria… Eu, fui, apenas mais um… Nós merecíamos este momento, esta vitória!

 Obrigado a todos que nos proporcionaram o realizar de um sonho de uma vitória que nos fugiu durante precisamente 50 anos!

“… Onde fores jogar, eu vou estar! Jamais estarás só…”

John Mayer – Slow Dancing in a Burning Room

Hoje decidi partilhar convosco uma das músicas preferidas: Slow Dancing in the Burning Room de John Mayer.

Posso dizer que sou fã do estilo de música do cantor americano nascido no estado do Connecticut. Podia aqui enunciar uma lista infindável de músicas da sua autoria, mas esta será sempre a número 1 na minha lista.

Sempre que a oiço transmite-me uma sensação de calma e de paz interior sem igual… Embora a letra remeta para um certo mau-estar numa relação amorosa, aliás, como todas as suas músicas…

Sabem aqueles dias em chegam a casa cansados do trabalho, com dores de cabeça e sem vontade de fazer nada…
Ou mesmo aqueles dias em que sentem que nada vos ocorre bem e que o mundo está literalmente contra vocês?
Ou até aqueles dias em que estamos rabugentos, de mau humor…
Ou que precisamos somente de estar sozinhos para pensar?

É nesses dias que eu gosto de ouvir esta música, em tom bem alto! Onde, durante seis minutos, de olhos fechados, “despeço-me do mundo”… e sou somente eu, a música…

Aqui fica o vídeo da música… façam como eu, carreguem no play e deixem-se levar!